segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Os súditos que se ajoelhem: A rainha chegou!
















Madonna arrasa em primeiro show no Brasil!





Chegou o dia! Os fãs ansiosos de Madonna puderam conferir, na noite do último domingo (14), a primeira apresentação da diva no Brasil.
Apesar do atraso de trinta minutos para o ínicio do show, Madonna levou um público de mais de 70 mil pessoas, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, ao delírio. A cantora apresentou alguns de seus grandes sucessos como "Hung Up", "4 Minutes", "Like a Prayer", "Heart Beat" e " Give It To Me".
Digna de um espetáculo, com coreografias de tirar o fôlego, a apresentação contou com bailarinos, solo de guitarra, e ainda, um automóvel que foi colocado no centro do palco.
Durante o show, por causa da chuva forte o palco ficou molhado e Madonna escorregou mais de uma vez. No entanto, isso não foi empecílho para que a rainha do pop continuasse sua apresentação.
Muitos famosos estiveram presentes na platéia do show. Entre eles Angélica e Luciano Huck, Claudia Raia e Edson Celulari, Cleo Pires, Malvino Salvador, Bruno Gagliasso, Roger Gobeth e Juliana Silveira, Luana Piovani e Felipe Simão.
Madonna ainda apresenta sua turnê "Sticky & Sweet Tour" nesta segunda-feira (15) no Maracanã, Rio, e nos dias 18, 20 e 21 no Morumbi, em São Paulo.










A forte chuva que insistia em cair no Maracanã, no Rio de Janeiro, na noite do último domingo (14), acabou deixando o palco do show "Sticky & Sweet", de Madonna, escorregadio e perigoso.
Por conta disso, a artista contava com um segurança que a protegia com um grande guarda-chuva. Porém, quando a popstar apresentava a canção "She´s not Me", oitava música do disco, ela acabou caindo.
Apesar do "mico", Madonna nem ligou e continuou a fazer suas coreografias animadas. Ela cantou para um público de 70 mil pessoas.
Na noite desta segunda-feira (15), a estrela realiza mais um espetáculo.










sábado, 11 de outubro de 2008

Minha entrevista!!!!

NOSSO MAIS NOVO ENTREVISTADO: EDIMAR BATISTA /1ºs - C.Sul
, .. Link
UM ESCRITOR POR EXECELÊNCIA

1. O que a escrita representa para você?
Representa uma das maiores (se não a maior) forma de expressão e comunicação do ser. Eu acho que não Só a escrita, mas também a fala, elas andam juntas. Sem escrita, não teria fala, sem fala, não haveria escrita.
2. Como e quando surgiu essa habilidade?
Escrever? Eu nasci escrevendo !(risos). Com 3 anos, aprendi a ler e escrever. Desde quando eu aprendi, que e escrevo, sabe. Eu ouvia discos e fitas infantis, (A arca de noé – Vinicius de Moraes, pra gente miúda, os saltimbancos, etc) e ADORAVA aquilo, e dizia “eu vou fazer isso quando eu crescer!” cresci e estou fazendo! Comecei fazendo poesias, poemas e textos curtos, (tudo infantil, claro!)fui escrevendo, escrevendo, rimando, rimando, e quando eu vi, eu tinha milhares de textos. Selecionei os melhores e fiz uma coletânea, o meu primeiro livro (prontinho para ser lançado! Depois, eu continuei fazendo poesias e poemas, mas com outro estilo, comecei a ser mais crítico e te outra visão do mundo; passei a usar metáforas e continuar rimando, mas de uma outra maneira. Depois eu comecei o meu primeiro romance. Já tinha pensado em fazer um romance, mas me faltava idéias e coragem. Agora eu estou nele, terceiro livro, primeiro romance. Ele conta a história da Juliane, um garota de 13 anos, seus pais se separam e ela não aceita essa separação, e então ela resolve fugir de casa, e quando foge, conhece uma menina chamada Késia, ela é prostituta, e faz parecer pra juliane que essa vida é legal! E Juliane entra nessa vida! Se vicia em drogas e álcool, pega doenças, e quando estava num momento ruim de sua vida, uma ONG a recolhe e a ajuda. Ela consegue sair dessa vida, encontra um amor... AGUARDEM!!!
3. O que te fascina mais nas tuas obras?
Acho que a minha criatividade, eu me surpreendo!Depois eu leio o que eu escrevi e digo: Nossa!
4. Você gosta de escrever mais em prosa ou em poesia?
Em poesia! Minha maior paixão!
6. Como você vê a situação do incentivo à produção literária de jovens escritores?
Baixíssima! Eu ano desisto nunca! Acho, que se DEUS me deu esse dom,de escrever, de criar, de expressar, é por que eu tenho um recado pra dar. Mas alguns jovens têm tanto talento e não são estimulados, falta apoio do governo, das escolas, dos professores, dos próprios pais, não basta ter so mente o talento, tem q ter uma certa estrutura.

A visita de Ângela Gutierrez

Eu fiu à uma palestra de Ângela Gutierrez, e dei a ela o endereço do meu blog, ela me disse que iria visitar, espero!!!!!
Por favor, Ângela, deixe um comentário a respeito do meu trabalho!!!!!
sou seu admirador!!!!!!!!

sábado, 4 de outubro de 2008

E-mail e outras formas de contato.

Caso queira entrar em contato comigo,abaixo estão os meus endereços virtuais:
e-mail: edimar-jr-br@hotmail.com
Orkut: juionr_ediimar_junior@yahoo.com.br
ou então deixe um comentário com alguma dúvida, reclamação ou sugestão, agradeço.

Juliane (Apresentação)

Juliane tem treze anos, é uma patricinha de carteira assinada. Ela é uma das meninas mais populares do colégio onde estuda, quando chegava no seu carro com motorista particular, todos os alunos abriam caminho para ela, só o que faltava era um tapete vermelho. Todos os alunos queriam ver o que ela estava vestindo; ela se sentia a rainha do colégio Paulo de Sabi- Aqui você faz o futuro. Suas amigas sempre vinham lhe mimar, dizendo que ela estava linda e lhe perguntavam onde comprou sua roupa.
Juliane é uma garota do tipo que só quer aparecer, não se importa com o que está fazendo, só quer saber se suas amigas gostaram e acharam engraçado. Ela não obedece bem os pais, mas ela não está nem aí.

sábado, 27 de setembro de 2008

a gratificação de um escritor

É tão bom quando criamos um textro, revisamos, corrigimos, selecionamos, e quando apertamos a tecla de ponto final . (detalhe: eu apertei a tecla de ponto final agora com um gosto tão grande!)

Clarice Lispector: Deusa da Literatura brasileira

Conheçam um pouco mais sobre uma das minhas escritoras preferidas de Literatura brasileira!
Nome: Clarice Lispector
Nascimento:10/12/1920
Natural:Tchetchelnik - Ucrânia
Morte:09/12/1977


Clarice Lispector
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
1920- Clarice Lispector nasce em Tchetchelnik, na Ucrânia, no dia 10 de dezembro, tendo recebido o nome de Haia Lispector, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. Seu nascimento ocorre durante a viagem de emigração da família em direção à América.1922- Seu pai consegue, em Bucareste, um passaporte para toda a família no consulado da Rússia. Era fevereiro quando foram para a Alemanha e, no porto de Hamburgo, embarcam no navio "Cuyaba" com destino ao Brasil. Chegam a Maceió em março desse ano, sendo recebidos por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin, que viabilizara a entrada da biografada e de sua família no Brasil mediante uma "carta de chamada". Por iniciativa de seu pai, à exceção de Tania — irmã, todos mudam de nome: o pai passa a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia — irmã, Elisa; e Haia, em Clarice. Pedro passa a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante.1925- A família muda-se para Recife, Pernambuco, onde Pedro pretende construir uma nova vida. A doença de sua mãe, Marieta, que ficou paralítica, faz com que sua irmã Elisa se dedique a cuidar de todos e da casa.1928- Passa a freqüentar o Grupo Escolar João Barbalho, naquela cidade, onde aprende a ler. Durante sua infância a família passou por sérias crises financeiras.1930- Morre a mãe de Clarice no dia 21 de setembro. Nessa época, com nove anos, matricula-se no Collegio Hebreo-Idisch-Brasileiro, onde termina o terceiro ano primário. Estuda piano, hebraico e iídiche. Uma ida ao teatro a inspira e ela escreve "Pobre menina rica", peça em três atos, cujos originais foram perdidos. Seu pai resolve adotar a nacionalidade brasileira.1931- Inscreve-se para o exame de admissão no Ginásio Pernambucano. Já escrevia suas historinhas, todas recusadas pelo Diário de Pernambuco, que àquela época dedicava uma página às composições infantis. Isso se devia ao fato de que, ao contrário das outras crianças, as histórias de Clarice não tinham enredo e fatos — apenas sensações. Convive com inúmeros primos e primas.1932- É aprovada no exame de admissão e, junto com sua irmã Tania e sua prima Bertha, ingressa no tradicional Ginásio Pernambucano, fundado em 1825. Passa a visitar a livraria do pai de uma amiga. Lê "Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato, que pegou emprestado, já que não podia comprá-lo.1933- Seu pai prospera e mudam-se para casa própria, no mesmo bairro.1934- Pedro, pai de Clarice, em Dezembro desse ano, decide transferir-se para a cidade do Rio de Janeiro.1935- Viaja para o Rio, em companhia de sua irmã Tania e de seu pai, na terceira classe do vapor inglês "Highland Monarch". Vão morar numa casa alugada perto do Campo de São Cristóvão. Ainda nesse ano, mudam-se para uma casa na Tijuca, na rua Mariz e Barros. No colégio Sílvio Leite, na mesma rua de sua casa, cursa o quarta série ginasial. Lê romances adocicados, próprios para sua idade.1936- Termina o curso ginasial. Inicia-se na leitura de livros de autores nacionais e estrangeiros mais conhecidos, alugados em uma biblioteca de seu bairro. Conhece os trabalhos de Rachel de Queiroz, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Dostoiévski e Júlio Diniz.1937- Matricula-se no curso complementar (dois últimos anos do curso secundário) visando o ingresso na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.1938- Transfere-se para o curso complementar do colégio Andrews, na praia de Botafogo. Às voltas com dificuldades financeiras, dá aulas particulares de português e matemática. A relação professor/aluno seria um dos temas preferidos e recorrentes em toda a sua obra — desde o primeiro romance: Perto do Coração Selvagem. Ao mesmo tempo, aprende datilografia e faz inglês na Cultura Inglesa.1939- Inicia seus estudos na Faculdade Nacional de Direito. Faz traduções de textos científicos para revistas em um laboratório onde trabalha como secretária. Trabalha, também como secretária, em um escritório de advocacia.1940- Seu conto, Triunfo, é publicado em 25 de maio no semanário "Pan", de Tasso da Silveira. Em outubro desse ano, é publicado na revista "Vamos Ler!", editada por Raymundo Magalhães Júnior, o conto Eu e Jimmy. Esses trabalhos não fazem parte de nenhuma de suas coletâneas. Após a morte de seu pai, no dia 26 de agosto, a escritora — talvez motivada por esse acontecimento — escreve diversos contos: A fuga, História interrompida e O delírio. Esses contos serão publicados postumamente em A bela e a fera, de 1979. Passa a morar com a irmã Tania, já casada, no bairro do Catete. Consegue um emprego de tradutora no temido Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP, dirigido por Lourival Fontes. Como não havia vaga para esse trabalho, Clarice ganha o lugar de redatora e repórter da Agência Nacional. Inicia-se, ai, sua carreira de jornalista. No novo emprego, convive com Antonio Callado, Francisco de Assis Barbosa, José Condé e, também, com Lúcio Cardoso, por quem nutre durante tempos uma paixão não correspondida: o escritor era homossexual. Com seu primeiro salário, entra numa livraria e compra "Bliss - Felicidade", de Katherine Mansfield, com tradução de Erico Verissimo, pois sentiu afinidade com a escritora neozelandesa.1941- Em 19 de janeiro, publica a reportagem "Onde se ensinará a ser feliz", no jornal "Diário do Povo", de Campinas (SP), sobra a inauguração de um lar para meninas carentes realizada pela primeira-dama Darcy Vargas. Além de textos jornalísticos, continua a publicar textos literários. Cursando o terceiro ano de direito, colabora com a revista dos estudantes de sua faculdade, "A Época", com os artigos Observações sobre o fundamento do direito de punir e Deve a mulher trabalhar? Passa a freqüentar o bar "Recreio", na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, ponto de encontro de autores como Lúcio Cardoso, Vinicius de Moraes, Rachel de Queiroz, Otávio de Faria, e muitos mais.1942- Começa a namorar com Maury Gurgel Valente, seu colega de faculdade. Com 22 anos de idade, recebe seu primeiro registro profissional, como redatora do jornal "A Noite". Lê Drummond, Cecília Meireles, Fernando Pessoa e Manuel Bandeira. Realiza cursos de antropologia brasileira e psicologia, na Casa do Estudante do Brasil. Nesse ano, escreve seu primeiro romance, Perto do coração selvagem.1943- Casa-se com o colega de faculdade Maury Gurgel Valente e termina o curso de Direito. Seu marido, por concurso, ingressa na carreira diplomática.1944- Muda-se para Belém do Pará (PA), acompanhando seu marido. Fica por lá apenas seis meses. Seu livro recebe críticas favoráveis de Guilherme Figueiredo, Breno Accioly, Dinah Silveira de Queiroz, Lauro Escorel, Lúcio Cardoso, Antonio Cândido e Ledo Ivo, entre outros. Álvaro Lins publica resenha com reparos ao livro mesmo antes de sua publicação, baseado na leitura dos originais. Qualifica o livro de "experiência incompleta". Há os que pretendem não compreender o romance, os que procuram influências — de Virgínia Wolf e James Joyce, quando ela nem os tinha lido — e ainda os que invocam o temperamento feminino. Nas palavras de Lauro Escorel, as características do romance revelam uma "personalidade de romancista verdadeiramente excepcional, pelos seus recursos técnicos e pela força da sua natureza inteligente e sensível." O casal volta ao Rio e, em 13/07/44, muda-se para Nápoles, em plena Segunda Guerra Mundial, onde o marido da escritora vai trabalhar. Já na saída do Brasil, Clarice mostra-se dividida entre a obrigação de acompanhar o marido e ter de deixar a família e os amigos. Quando chega à Itália, depois de um mês de viagem, escreve: "Na verdade não sei escrever cartas sobre viagens, na verdade nem mesmo sei viajar." Termina seu segundo romance, O lustre. Recebe o prêmio Graça Aranha com Perto do coração selvagem, considerado o melhor romance de 1943. Conhece Rubem Braga, então correspondente de guerra do jornal "Diário Carioca".1945- Dá assistência a brasileiros feridos na guerra, trabalhando em hospital americano. O pintor italiano Giorgio De Chirico pinta-lhe um retrato. Viaja pela Europa e conhece o poeta Giuseppe Ungaretti. O lustre é publicado no Brasil pela Livraria Agir Editora.1946- Após o lançamento do livro, Clarice vem ao Brasil como correio diplomático do Ministério das Relações Exteriores, aqui ficando por quase três meses. Nessa época, apresentado por Rubem Braga, conhece Fernando Sabino que a introduz a Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos e, posteriormente, a Hélio Pellegrino. De volta à Europa, vai morar com a família em Berna, Suíça, para onde seu marido havia sido designado como segundo-secretário. Sua correspondência com amigos brasileiros a mantinha a par das novidades, em especial as trocadas com Fernando Sabino. A troca de cartas com o escritor, quase que diariamente, duraria até janeiro de 1969. A convite, passam as festas de fim de ano com Bluma e Samuel Wainer, em Paris.1947- Em carta às irmãs, em janeiro de 47, de Paris, Clarice expõe seu estado de inadaptação:"Tenho visto pessoas demais, falado demais, dito mentiras, tenho sido muito gentil. Quem está se divertindo é uma mulher que eu detesto, uma mulher que não é a irmã de vocês. É qualquer uma." Em carta a Lúcio Cardoso, que havia lhe enviado seu livro "Anfiteatro", demonstra sua admiração pelas personagens femininas da obra.1948- Clarice fica grávida de seu primeiro filho. Para ela, a vida em Berna é de miséria existencial. A Cidade Sitiada, após três anos de trabalho, fica pronto. Terminado o último capítulo, dá à luz. Nasce então um complemento ao método de trabalho. Ela escreve com a máquina no colo, para cuidar do filho. Na crônica "Lembrança de uma fonte, de uma cidade", Clarice afirma que, em Berna, sua vida foi salva por causa do nascimento do filho Pedro, ocorrido em 10/09/1948, e por ter escrito um dos livros "menos gostados" (a editora Agir recusara a publicação).1949- Clarice volta ao Rio. Seu marido é removido para a Secretaria de Estado, no Rio de Janeiro. A cidade sitiada é publicado pela editora "A Noite". O livro não obtém grande repercussão entre o público e a crítica.1950- Escrevendo contos e convivendo com os amigos (Sabino, Otto, Lúcio e Paulo M. Campos), vê chegar a hora de partir: seguindo os passos de seu marido, retorna à Europa, onde mora por seis meses na cidade de Torquay, Inglaterra.Sofre um aborto espontâneo em Londres. É atendida pelo vice-cônsul na capital inglesa, João Cabral de Melo Neto.1951- A escritora retorna ao Rio de Janeiro, em março. Publica uma seleta com seis contos na coleção "Cadernos de cultura", editada pelo Ministério da Educação e Saúde. Falece sua grande amiga Bluma, ex-esposa de Samuel Wainer.1952- Cola grau na faculdade de direito, depois de muitos adiamentos. Volta a trabalhar em jornais, no período de maio a outubro, assinando a página "Entre Mulheres", no jornal "Comício", sob o pseudônimo de "Tereza Quadros". Atendeu a um pedido do amigo Rubem Braga, um dos fundadores do jornal. Nesse setembro, já grávida, embarca para a capital americana onde permanecerá por oito anos. Clarice inicia o esboço do romance A veia no pulso, que viria a ser A Maçã no Escuro, livro publicado em 1961.1953- Em 10 de fevereiro, nasce Paulo, seu segundo filho. Ela continua a escrever A Maçã no Escuro, em meio a conflitos domésticos e interiores. Mãe, Clarice Lispector divide seu tempo entre os filhos, A Maçã no Escuro, os contos de Laços de Família e a literatura infantil. Nos Estados Unidos, Clarice conhece o renomado escritor Erico Veríssimo e sua esposa Mafalda, dos quais torna-se grande amiga. O escritor gaúcho e sua esposa são escolhidos para padrinhos de Paulo. Não tem sucesso seu projeto de escrever uma crônica semanal para a revista "Manchete". Tem a agradável notícia de que seu romance Perto do coração selvagem seria traduzido para o francês.1954- É lançada a primeira edição francesa de Perto do coração selvagem, pela Editora Plon, com capa de Henri Matisse, após inúmeras reclamações da escritora sobre erros na tradução. Em julho, com os filhos, viaja para o Brasil, aqui ficando até setembro. De volta aos Estados Unidos, interrompe a elaboração de A maçã no escuro e se dedica, por cinco meses, a escrever seis contos encomendados por Simeão Leal.1955- Retorna a escrever o novo romance e contos. Sabino, que leu os seis contos feitos sob encomenda, os acho "obras de arte".1956- Termina de escrever A Maçã no Escuro (até então com o titulo de A veia no pulso). Érico Veríssimo e família retornam ao Brasil, não sem antes aceitarem serem os padrinhos de Pedro e Paulo. Entre os escritores, inicia-se uma vasta correspondência. A escritora e filhos vêm passar as férias no Brasil e Clarice aproveita para tentar a publicação de seu novo romance e os novos contos. Apesar de todo o empenho de Fernando Sabino e Rubem Braga, os livros não são editados. A escritora dá sinais de sua indisposição para com o tipo de vida que leva.1957- Rompe unilateralmente o contrato com Simeão Leal e autoriza Sabino e Braga a encaminharem seus contos — nessa altura em número de quinze — para serem publicados no "Suplemento Cultural" do jornal "O Estado de São Paulo". Seu casamento vive momentos de tensão.1958- Conhece e se torna amiga da pintora Maria Bonomi. É convidada a colaborar com a revista "Senhor", prevista para ser lançada no início do ano seguinte. Erico Verissimo escreve informando estar autorizado a editar seu romance e, também, seus contos pela Editora Globo, de Porto Alegre. 1.000 exemplares — dos mais de 1.700 remanescentes — de "Près du coeur sauvage" são incinerados, por falta de espaço de armazenamento. O casamento de Clarice dá sinais de seu final.1959- Separa-se do marido e, em julho, regressa ao Brasil com seus filhos. Seu livro continua inédito. A escritora resolve comprar o apartamento onde está residindo, no bairro do Leme, e, para isso, busca aumentar seus ganhos. Sob o pseudônimo de "Helen Palmer", inicia, em agosto, uma coluna no jornal "Correio da Manhã", intitulada "Correio feminino — Feira de utilidades".1960- Publica, finalmente, Laços de Família, seu primeiro livro de contos, pela editora Francisco Alves. Começa a assinar a coluna "Só para Mulheres", como "ghost-writer" da atriz Ilka Soares, no "Diário da Noite", a convite do jornalista Alberto Dines. Assina, com a Francisco Alves, novo contrato para a publicação de A maçã no escuro. Torna-se amiga da escritora Nélida Piñon.1961- Publica o romance A maçã no escuro. Recebe o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por Laços de família.1962- Passa a assinar a coluna "Children's Corner", da seção "Sr. & Cia.", onde publica contos e crônicas. Visita, com os filhos, seu ex-marido que se encontra na Polônia. Recebe o prêmio Carmen Dolores Barbosa (oferecido pela senhora paulistana de mesmo nome), por A maçã no escuro, considerado o melhor livro do ano.1963- A convite, profere no XI Congresso Bienal do Instituto Internacional de Literatura Ibero-Americana, realizado em Austin - Texas, conferência sobre o tema "Literatura de vanguarda no Brasil. Conhece Gregory Rabassa, mais tarde tradutor para o inglês de A maçã no escuro. A paixão segundo G. H. é escrito em poucos meses, sendo entregue à Editora do Autor, de Sabino e Braga, para publicação. Compra um apartamento em construção no bairro do Leme.1964- Publica o livro de contos A legião estrangeira e o romance A Paixão Segundo G. H., ambos pela Editora do Autor. Em dezembro, o juiz profere a sentença que poria fim ao processo de separação de Clarice e Maury.1965- Em maio, muda-se para o apartamento comprados em 1963. Sua obra passa a ser vista com outros olhos — pela crítica e pelo público leitor — após A paixão segundo G. H. Resultado de uma seleta de trechos de seus livros, adaptados por Fauzi Arap, é encenada no Teatro Maison de France o espetáculo Perto do coração selvagem, com José Wilker, Glauce Rocha e outros. Dedica-se à educação dos filhos e com a saúde de Pedro, que apresenta um quadro de esquizofrenia, exigindo cuidados especiais. Apesar de traduzida para diversos idiomas e da republicação de diversos livros, a situação financeira de Clarice é muito difícil.1966- Na madrugada de 14 de setembro a escritora dorme com um cigarro aceso , provocando um incêndio. Seu quarto ficou totalmente destruído. Com inúmeras queimaduras pelo corpo, passou três dias sob o risco de morte — e dois meses hospitalizada. Quase tem sua mão direita — a mais afetada — amputada pelos médicos. O acidente mudaria em definitivo a vida de Clarice.1967- As inúmeras e profundas cicatrizes fazem com que a escritora caia em depressão, apesar de todo o apoio recebido de seus amigos. Não foi só um ano de acontecimentos ruins. Começa a publicar em agosto — a convite de Dines — crônicas no "Jornal do Brasil", trabalho que mantém por seis anos. Lança o livro infantil O mistério do coelho pensante, pela José Álvaro Editor. Em dezembro, passa a integrar o Conselho Consultivo do Instituto Nacional do Livro.1968- Em maio, o livro O mistério do coelho pensante é agraciado com a "Ordem do Calunga", concedido pela Campanha Nacional da Criança. Entrevista personalidades para a revista "Manchete" na seção "Diálogos possíveis com Clarice Lispector". Participa da manifestação contra a ditadura militar, em junho, chamada "Passeata dos 100 mil". Morrem seus amigos e escritores Lúcio Cardoso e Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta). É nomeada assistente de administração do Estado. Profere palestras na Universidade Federal de Minas Gerais e na Livraria do Estudante, em Belo Horizonte. Publica A mulher que matou os peixes, outro livro infantil, ilustrado por Carlos Scliar.1969- Publica seu "hino ao amor": Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, pela Editora Sabiá. O romance ganha o prêmio "Golfinho de Ouro", do Museu da Imagem e do Som. Viaja à Bahia onde entrevista para a "Manchete" o escritor Jorge Amado e os artistas Mário Cravo e Genaro. Em 14/08 é aposentada pelo INPS - Instituto Nacional de Previdência Social. Seu filho Paulo, mora nos Estados Unidos desde janeiro, num programa de intercâmbio cultural. Seu irmão Pedro, em tratamento psiquiátrico, esteve internado por um mês, em junho.1970- Começa a escrever um novo romance, com o título provisório de Atrás do pensamento: monólogo com a vida. Mais adiante, é chamado Objeto gritante. Foi lançado com o título definitivo de Água viva. Conhece Olga Borelli, de que se tornaria grande amiga.1971- Publica a coletânea de contos Felicidade clandestina, volume que inclui O ovo e a galinha, escrito sob o impacto da morte do bandido Mineirinho, assassinado pela polícia com treze tiros, no Rio de Janeiro. Há, também, um conjunto de escritos em que rememora a infância em Recife. Encarrega o professor Alexandre Severino da tradução, para o inglês, de Atrás do pensamento: monólogo com a vida. Dez de seus contos já publicados constam de "Elenco de cronistas modernos", lançado pela Editora Sabiá.1972- Retoma a revisão de Atrás do pensamento, com o qual não estava satisfeita. Faz inúmeras alterações no texto e passa a chamá-lo Objeto gritante. Repensando o romance, procura distrair-se. Durante um mês posa para o pintor Carlos Scliar, em Cabo Frio (RJ).1973- Publica o romance Água viva, após três anos de elaboração, pela Editora Artenova, que lançaria também, nesse ano, A imitação da rosa, quinze contos já publicados anteriormente em outras coletâneas. Alberto Dines, em carta à escritora, diz sobre Água viva: "[...] É menos um livro-carta e, muito mais, um livro música. Acho que você escreveu uma sinfonia". Viaja à Europa com a amiga Olga Borelli. Clarice deixa de colaborar com o "Jornal do Brasil", face à demissão de Alberto Dines, no mês de dezembro.1974- Para manter seu nível de renda, aumenta sua atividade como tradutora. Verte, entre outros, "O retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde, adaptado para o público juvenil, pela Ediouro. Publica, pela José Olympio Editora, outro livro infantil, A vida íntima de Laura e dois livros de contos, pela Artenova: A via crucis do corpo e Onde estivestes de noite. Uma curiosidade: a primeira edição de Onde estivestes de noite foi recolhida porque foi colocado, erroneamente, um ponto de interrogação no título. Seu cão, Ulisses, lhe morde o rosto, fazendo com que se submeta a cirurgia plástica reparadora reparadora realizada por seu amigo Dr. Ivo Pitanguy. Lê, em Brasília (DF), a convite da Fundação Cultural do Distrito Federal, a conferência "Literatura de vanguarda no Brasil", que já apresentara no Texas. Participa, em Cali — Colômbia, do IV Congresso da Nova Narrativa Hispano-americana. Seu filho, Paulo, vai morar sozinho, em um apartamento próximo ao da escritora. Pedro vai morar com o pai, em Montevidéu — Uruguai.1975- Tendo como companheira de viagem a amiga Olga Borelli, participa do I Congresso Mundial de Bruxaria, em Bogotá, Colômbia. No dia de sua apresentação sente-se indisposta e pede a alguém que leia o conto O ovo e a galinha, não apresentando a fala sobre a magia que havia preparado para a introdução da leitura. Muito embora minimizada, essa participação tem muito a ver com as palavras ditas por Otto Lara Resende, conhecido escritor, em um bate-papo com José Castello: "Você deve tomar cuidado com Clarice. Não se trata de literatura, mas de bruxaria." Otto se baseava em estudos feitos por Claire Varin, professora de literatura canadense que escreveu dois livros sobre a biografada. Segundo ela, só é possível ler Clarice tomando seu lugar — sendo Clarice. "Não há outro caminho", ela garante. Para corroborar sua tese, Claire cita um trecho da crônica A descoberta do mundo, onde a escritora diz: "O personagem leitor é um personagem curioso, estranho. Ao mesmo tempo que inteiramente individual e com reações próprias, é tão terrivelmente ligado ao escritor que na verdade ele, o leitor, é o escritor." Traduz romances, como "Luzes acesas", de Bella Chagall, "A rendeira", de Pascal Lainé, e livros policiais de Agatha Christie. Ao longo da década, faz adaptações de obras de Julio Verne, Edgar Allan Poe, Walter Scott e Jack London e Ibsen. Lança Visão do esplendor, com trabalhos já publicados na coluna "Children's Corner", da revista "Senhor" e também no "Jornal do Brasil". Publica De corpo inteiro, com algumas entrevistas que fizera anteriormente para revistas cariocas. É muito elogiada quando visita Belo Horizonte, fato que a deixa contrariada. Passa a dedicar-se à pintura. Morre, dia 28 de novembro, seu grande amigo e compadre Erico Verissimo. Reúne trabalhos de Andréa Azulay num volume artesanal ilustrado por Sérgio Mata, intitulado "Meus primeiros contos". Andréa tinha, então, dez anos de idade.1976- Seu filho Paulo casa-se com Ilana Kauffmann. Participa, em Buenos Aires, Argentina, da Segunda Exposición — Feria Internacional del Autor al Lector, onde recebe muitas homenagens. É agraciada, em abril, com o prêmio concedido pela Fundação Cultural do Distrito Federal, pelo conjunto de sua obra. Grava depoimento no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, em outubro, conduzido por Affonso Romano de Sant'Anna, Marina Colasanti e por João Salgueiro, diretor do MIS. Em maio, corre o boato de que a escritora não mais receberia jornalistas. José Castello, biógrafo e escritor, nessa época trabalhando no jornal "O Globo", mesmo assim telefona e consegue marcar um encontro. Após muitas idas e vindas é recebido. Trava então o seguinte diálogo com Clarice:J.C. "— Por que você escreve?C.L. "— Vou lhe responder com outra pergunta: — Por que você bebe água?"J.C. "— Por que bebo água? Porque tenho sede."C.L. "— Quer dizer que você bebe água para não morrer. Pois eu também: escrevo para me manter viva."Enquanto escreve A hora da estrela com a a ajuda da amiga Olga, toma notas para o novo romance, Um sopro de vida. Revê Recife e visita parentes. Em dezembro, "Fatos e Fotos Gente", revista do grupo "Manchete", publica entrevista feita com a artista Elke Maravilha, a primeira de uma série que se estenderia até outubro de 1977.1977- A revista "Fatos e Fotos Gente" publica, em janeiro, entrevista feita pela escritora com Mário Soares, primeiro-ministro de Portugal. O jornal "Última Hora" passa a publicar, a partir de fevereiro, semanalmente, as suas crônicas. Ainda nesse mês, é entrevistada pelo jornalista Júlio Lerner para o programa "Panorama Especial", TV Cultura de São Paulo, com o compromisso de só ser transmitida após a sua morte. Escreve um livro para crianças, que seria publicado em 1978, sob o título Quase de verdade. Escreve, ainda, doze histórias infantis para o calendário de 1978 da fábrica de brinquedos "Estrela", intitulado Como nasceram as estrelas. Vai à França e retorna inesperadamente. Publica A hora da estrela, pela José Olympio, com introdução — "O grito do silêncio" — de Eduardo Portella. Esse livro seria adaptado para o cinema, em 1985, por Suzana Amaral. A editora Ática lança nova edição de A legião estrangeira, com prefácio de Affonso Romano de Sant'Anna. Clarice morre, no Rio, no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes do seu 57° aniversário vitimada por uma súbita obstrução intestinal, de origem desconhecida que, depois, veio-se a saber, ter sido motivada por um adenocarcinoma de ovário irreversível. O enterro aconteceu no Cemitério Comunal Israelita, no bairro do Caju, no dia 11. Vai ao ar, pela TV Cultura, no dia 28/12, a entrevista gravada em fevereiro desse ano.1978- Três livros póstumos são publicados: o romance Um sopro de vida — Pulsações, pela Nova Fronteira, a partir de fragmentos em parte reunidos por Olga Borelli; o de crônicas Para não esquecer, e o infantil, Quase de verdade, em volume autônomo, pela Ática. Para não esquecer é composto de crônicas que haviam sido publicadas na segunda parte do livro A legião estrangeira, em 1964, que compunham a seção "Fundo de Gaveta" do citado livro. A hora da estrela é agraciada com o prêmio Jabuti de "Melhor Romance". A paixão sendo G. H. é publicada na França, com tradução de Claude Farny.1979- É publicado A bela e a fera, pela Nova Fronteira, contendo contos publicados esparsamente em jornais e revistas. Estréia, no teatro Ruth Escobar, em São Paulo, Um sopro de vida, baseado em livro de mesmo nome, com adaptação de Marilena Ansaldi e direção de José Possi Neto.1981- "Clarice Lispector — Esboço para um retrato", de Olga Borelli, é lançado pela Nova Fronteira.1984- Reunindo a quase totalidade de crônicas publicadas no Jornal do Brasil, no período de 1967 a 1973, é lançado "A descoberta do mundo", organização de Paulo Gurgel Valente, filho da autora. A Éditions des Femmes, da França, lança, em sua coleção "La Bibliotèque des voix", fita cassete com trechos de La passion selon G. H., lidos pela atríz Anouk Aimée.1985- A hora da estrela recebe dois prêmios na 36ª edição do Festival de Berlim: da Confederação Internacional de Cineclubes — Cicae, e da Organização Católica Internacional do Cinema e do Audiovisual — Ocic. O longa-metragem de mesmo nome, dirigido por Suzana Amaral, com roteiro de Alfredo Oros também é premiado: Marcélia Cartaxo recebe o Urso de Prata de "Melhor Atriz".Outros acontecimentosOs 10 anos da morte da escritora são lembrados com diversas homenagens em sua memória. É aberto ao público o conjunto de documentos que viria a constituir o Arquivo Clarice Lispector do Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa - FCRB, no Rio de Janeiro, constituído de documentos doados por Paulo Gurgel Valente.Em 1990, a Francisco Alves Editora inicia a reedição da obra da escritora. A paixão segundo G. H. é encenada na capital francesa, no teatro Gérard Philippe, em montagem de Alain Neddam. Diane E. Marting, em 1993, publica "Clarice Lispector. A Bio-Bibliography", pela Westport: Greenwood Press, nos Estados Unidos. Em 1996, é lançada a antologia "Os melhores contos de Clarice Lispector", pela editora Global.Estréia no Rio de Janeiro "Clarice — Coração selvagem", adaptado e dirigido por Maria Lúcia Lima, com Aracy Balabanian, em 1998.No ano seguinte, "Que mistérios tem Clarice", adaptado por Luiz Arthur Nunes e Mário Piragibe estréia no teatro N. E. X. T.Fernando Sabino, em 2001, organiza e publica, pela Record, "Cartas perto do coração", contendo correspondência que manteve com a escritora de 1946 a 1969.A editora Rocco lança, em 2002, "Correspondências — Clarice Lispector", antologia de cartas de e para a escritora, seleção de Teresa Montero.No aniversário de Clarice, 10/12/2002, a Embaixada do Brasil na Ucrânia e a Prefeitura de Tchetchelnik se associam em homenagem à memória da escritora, inaugurando uma placa com dados biográficos gravados em russo e em português, que é afixada na entrada da sede da administração municipal.Em 2004, os manuscritos de A hora da estrela e parte dos livros que pertenciam à biblioteca pessoal de Clarice Lispector são confiadas por Paulo Gurgel Valente à guarda do Instituto Moreira Salles, que lança, em dezembro, edição especial dos "Cadernos de Literatura Brasileira", dedicada à vida e à obra da autora.Em artigo publicado no jornal "The New York Times", no dia 11/03/2005, a escritora foi descrita como o equivalente de Kafka na literatura latino-americana. A afirmação foi feita por Gregory Rabassa, tradutor para o inglês de Jorge Amado, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e de Clarice. No dia 13/01, foi discutido o viés judaico na obra da autora no Centro de História Judaica em Nova York.O Consulado-Geral do Brasil em Córdoba - Argentina, participou, em 2007, de homenagem, dos alunos do 6º ano do nível médio, à escritora Clarice Lispector. O fato mereceu destaque na página de divulgação de eventos culturais do Ministério das Relações Exteriores. Naquela cidade encontram-se 47 escolas que ensinam a Língua Portuguesa e aspectos da cultura e literatura brasileira. O Consulado-Geral também conta com uma pequena biblioteca, que atende ao público interessado nesses assuntos, embora não haja ali nenhuma obra da citada escritora. No entanto, têm sido publicadas, nos últimos tempos, notas sobre a vida e a obra de Clarice Lispector, na imprensa local.
Dados obtidos em livros da autora, sites da Internet, nos Cadernos de Literatura Brasileira - Instituto Moreira Salles, no "Inventário das Sombras" de José Castello e fornecidos por João Pires, amigo do Releituras.

Obras da autora:Romances:Perto do Coração Selvagem (1943);O Lustre (1946)A Cidade Sitiada (1949)A Maçã no Escuro (1961)A Paixão segundo G.H. (1964)Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres (1969)Água Viva (1973) Um Sopro de Vida - Pulsações (1978)Novela:A hora da estrela (1977)Contos:Alguns contos (1952)Laços de família (1960)A legião estrangeira (1964)Felicidade clandestina (1971)A imitação da rosa (1973)A via crucis do corpo (1974)Onde estivestes de noite? (1974)A bela e a fera (1979)Correspondência:Cartas perto do coração (2001) - Organização de Fernando SabinoCorrespondência - Clarice Lispector (2002) - Organização de Teresa Cristina M. FerreiraCrônicas:Visão do esplendor - Impressões leves (1975)Para não esquecer (1978) - contos inicialmente publicados em Laços de família.A descoberta do mundo (1984)Entrevistas:De corpo inteiro (1975)Literatura infantil:O mistério do coelho pensante (1967) - Escrito em inglês e traduzido por ClariceA mulher que matou os peixes (1968)A vida íntima de Laura (1974)Quase de verdade (1978)Como nasceram as estrelas (1987)Antologias:Seleta de Clarice Lispector (1975) - Organização de Renato Cordeiro GomesClarice Lispector (1981) - Organização de Benjamin Abdala Jr. e Samira Y. CampedelliO primeiro beijo & outros contos, de Clarice Lispector (1991)Os melhores contos de Clarice Lispector (2001) - Organização de Walnice N. GalvãoAprendendo a viver (2004)Livros publicados no exteriorClarice Lispector tem seus livros publicados em diversos países do mundo: Alemanha, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, França, Israel, Holanda, Inglaterra, Itália, Noruega, Polônia, Rússia, Suécia, República Tcheca e Turquia. Citamos alguns, a título de exemplo:Die Passion nach G.H. (A paixão segundo G. H.) (1995), tradução de Pieer SibastLa manzana en la obscuridad (A maçã no escuro) (1974), tradução de Juan García GayoL'heure de l'étoile (A hora da estrela) (1989), tradução de Marguerite WünscherOsher samuy (Felicidade clandestina) (2001), tradução de Mirian TivonThe Foreign Legion (A legião estrangeira) (1986), tradução de Giovanni PontieroThe Stream of Life (Água viva) (1989), tradução de Elizabeth Lowe e outrosDove siete stati di notte (Onde estivestes de noite) (1994), tradução de Adelina AlettiZivá voda (Água viva) (2000), tradução de Pavla LidmilováSobre a autora:
BORELLI, Olga. Clarice Lispector: Esboço para um possível retrato. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.
BOSI, Alfredo. Clarice Lispector. In: História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1989.
CASTELLO, José. Clarice Lispector. In: O Inventário das Sombras. Rio de Janeiro: Editora Record, 1999.
FITZ, Earl Eugene. Sexuality and Being in the Poststructuralist Universe of Clarice Lispector - The Difference off Desire. Texas: University of Texas Press, 2001.
FREIXAS, Laura. Clarice Lispector. Coleção Vidas literárias. Barcelona: Omega, 2001.
GOTLIB, Nádia B. Clarice - uma vida que se conta. São Paulo: Ática, 1995.
GUIDIN, Márcia Lígia. A hora da estrela de Clarice Lispector. São Paulo: Ática, 1996. (Roteiro de Leitura).
LEITE, Ligia Chiappini Moraes. O foco narrativo. São Paulo: Ática, 1985. (Série Princípios).
NOLASCO, Edgar Cézar. Clarice Lispector: nas entrelinhas da escritura. São Paulo: Annablume, 2001.
NOVELLO, Nicolino. O ato criador de Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Presença/MinC/Pró-Memória/INL, 1987.
PÉCAUT, Daniel. Os intelectuais e a política no Brasil. São Paulo: Ática, 1990.
ROSENBAUM, Yudith. Metamorfoses do mal: uma leitura de Clarice Lispector. São Paulo: Edusp, 1999.
VARIN, Claire. Línguas de fogo - Ensaio sobre Clarice Lispector. Tradução de Lúcia Peixoto Cherem, São Paulo: Limiar, 2002.
WALDMAN, Berta. Clarice Lispector - A paixão segundo C. L. São Paulo: Escuta, 1992.
Filmografia:
A hora da estrela (Brasil, 1985, 96min).xDireção: Suzana Amaral.Elenco: Marcélia Cartaxo, José Dumont e Tamara Taxman.
O corpo (Brasil, 1991, 80 min).Direção: José Antônio GarciaElenco: Antônio Fagundes, Marieta Severo, Cláudia Jimenez, Carla Camurati, Sérgio Mamberti e outros.
Chamada final (Brasil/Alemanha/China e EUA, 1994)Direção: Ana Maria MagalhãesElenco: Claudia Ohana, Guilherme Leme e outros.
Ruído de passos (Brasil, 1995 - curta-metragem)Direção: Denise Tavares Gonçalves.
Clandestina felicidade (Brasil, 1998 - curta metragem que trata da infância da autora)Direção: Beto Normal e Marcelo GomesElenco: Luisa Phebo.
Macabéia (Brasil, 2000 -curta-metragem)Direção de Erly VieiraJr., Lizandro Nunes e Virgínia Jorge.
Aeroporto em o embarque (Brasil, 2002 - curta-metragem)direção: Nicole AlgrantiElenco: Marcélia Cartaxo.
O ovo (Brasil, 2003 - curta-metragem)Direção: Nicole AlgrantiRoteiro: Luiz Carlos Lacerda.TelevisãoFeliz Aniversário, Rede Globo, 1978Especial Clarice Lispector - TV Cultura, 1999A hora da estrela, Rede Globo, 2003Teatro:Perto do coração selvagem (1965)Direção: Fauzi ArapElenco: Glauce Rocha, José Wilker e outros
Um sopro de vida (1979)Direção: José Possi NetoElelnco: Marilena Ansaldi.
A hora da estrela (1984)Direção: Naum Alves de SouzaElenco: Maria Bethânia.
A paixão segundo G. H. (1989)Direção: Cibele ForjazElenco: Marilena Ansaldi.
A pecadora queimada e os anjos harmoniosos (1992)Direção: José Antônio GarciaElenco: Sérgio Mambertti e outros.
A mulher que matou os peixes (1994)Direção: Lúcia CoelhoElenco: Zezé Polessa.
A mulher que matou os peixes (1998)Adaptação de Adriane Azenha.
A hora da estrela (1998)Direção: Roberto VignattiElenco: Alexandra Tavares.
Que mistérios tem Clarice? (1998)Direção: Luiz Arthur NunesElenco: Rita Elmôr (monólogo)
Clarice - Coração selvagem (1998)Direção: Maria Lucya de LimaElenco: Aracy Balabanian.
Quase de verdade (2001)Direção: Ulisses CohnElenco: Cia. Delas de Teatro
A hora da estrela (2001)Direção: Marcus Vinicius FaustiniElenco: Marcélia Cartaxo e outros.
A descoberta do mundo (2001)Direção: Marco Antonio RodriguesElenco: Cia. Delas de Teatro
A hora da estrela (2002)Direção: Naum Alves de SouzaElenco: Célia Borbes, Ester Lacava e Edgar Jordão.
A paixão segundo G. H. (2002)Adaptação:Fauzi Arap. Direção de Enrique DiazElenco: Mariana Lima.
Amor - Uma ode ao universo feminino de Clarice Lispector (2002)Adaptação: Marta Baião e Conceição Acioli. Direção de Conceição Acioli.Elenco: Marta Baião.
Água viva (2003)Direção: Maria Pia ScognamiglioElenco: Susana Vieira.
Encontro com Clarice (2003)Direção: Ítalo RossiElenco: Ester JablonskiLeituras (áudio)Clarice Lispector - Áudio (1998)Seleção de contos feita por Paulinho Lima. Interpretação de Aracy Balabanian; Luz da Cidade, coleção Poesia Falada.
Doze lendas brasileiras - Clarice Lispector (V. 1) (2000)Idealização e produção de Paulinho Lima; Luz da Cidade.
Clarice Lispector - A mulher que matou os peixes (V. 4) (2000)Idealização e produção de Paulinho Lima; Luz da Cidade.
A descoberta do mundo (2002)Seleção de crônicas feita por Teresa Montero, interpretação de Aracy Balabanian; Luz da Cidade, Coleção Os cronistas.
La passion selon G. H. (sd)Gravação de trechos do romance A paixão segundo G. H. pela atriz Anouk Aimée; Des Femmes, Paris.
Liens de famille (sd)Gravação de contos do livro Laços de família por Chiara Mastroianni; Des Femmes, Paris.
Dados obtidos em livros da autora, sites da Internet, nos Cadernos de Literatura Brasileira - Instituto Moreira Salles, no "Inventário das Sombras" de José Castello e fornecidos por João Pires, amigo do Releituras.

Um poema, de mim para vocês

Um trecho de :
"Memórias, idéias,opiniões, críticas, desejos, lapsos de uma vida
///////////////////////////////////////////////////vida emprestada////////////////"


Eu não escrevo nos livros
Eu não escrevo nos cadernos
Eu não escrevo nas agendas
Eu não escrevo nos enfermos
Eu não escrevo nos meios
Eu não escrevo nos fins
Eu não escrevo nos afins
Eu não escrevo nos gestos


Eu não escrevo nas paredes
Eu não escrevo no chão
Eu não escrevo na mão
Eu não escrevo nas carteiras
Eu não escrevo em tudo
Eu não escrevo em nada
Eu não escrevo em mim
Eu não escrevo em ninguém

Eu escrevo, na alma de quem lê o que eu escrevo.

(OBSERVAÇÃO: A OBRA AINDA NÃO TEM NOME DEFINIDO. DEIXE UM COMENTÁRIO COM UMA SUGESTÃO!)

Memórias, idéias,opiniões, críticas, desejos, lapsos de uma vida

Memórias, idéias,opiniões, críticas, desejos, lapsos de uma vida
////////////////////////////////////////////////////vida emprestada///////////

Passei dois anos para escrever essa obra. Parece loucura, ou idiotice uma criança de dez anos escrever sobre política num país onde ninguém tem voz. País esse, que de um jeito inexplicável, perdeu as características que tinha. Nem parece mais aquele país que já fez revoltas, marchas, que lutava pelos seus direitos, que não agüentava nada, mesmo estando em estão de sítio.

Os brasileiros acomodaram- se de um modo, que agora se contentam com pouco, ou mesmo com nada, que vêem tantas coisas erradas na televisão, e não movem um dedo para mudar. Não estou criticando nenhum brasileiro, não, estou apenas comparando a nova geração de verde-amarelos com a do século passado.
Trata-se de uma coletânia de poesias e poemas, que eu fiz ao longo de minha vida. Vida, vida vivida, vida emprestada, vida inventada, vida ganha, vida acabada....

Amaiorida das poesias são bem assim, malucas! acho que é o termo mais adequado. Queria muito lançar esse livro, acho que seria bem legal, os leitores terem um conhecimento mais profundo do que eu escrevo, afinal:

Eu não escrevo nos livros
Eu não escrevo nos cadernos
Eu não escrevo nas agendas
Eu não escrevo nos enfermos
Eu não escrevo nos meios
Eu não escrevo nos fins
Eu não escrevo nos afins
Eu não escrevo nos gestos


Eu não escrevo nas paredes
Eu não escrevo no chão
Eu não escrevo na mão
Eu não escrevo nas carteiras
Eu não escrevo em tudo
Eu não escrevo em nada
Eu não escrevo em mim
Eu não escrevo em ninguém

Eu escrevo, na alma de quem lê o que eu escrevo.

Aguardem as próximas postagens!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

DETESTAVEL ILUSÃO.

Eu detesto o que é perecível
Eu detesto o que é artificial
Eu detesto o que é temporário
Eu detesto o que é casual


Mas Eu detesto a política
Eu detesto políticos
Eu detesto transgênicos
Eu detesto veredictos

Eu detesto o poder.
Eu detesto os amigáveis
Eu detesto quem mim detesta
Eu detesto os detestáveis.

Mas eu adoro o capitalismo
Que muitos priva
Que muitos excluir
Que muitos retira
Retira a alegria
E a vontade de viver
Mas que põe a alegria de saber
Que ter não é o que parecer ser
E que deter obter é o que devemos fazer
E talvez para sempre eu seja um ser
Que jamais será promovido a ser um ser

Eu detesto os que vivem em devaneio
Eu detesto o esplendor
Eu detesto os que sempre dizem o “aceito’’”.
Mas eu infelizmente adoro a dor.

Eu detesto os que dizem que me detestam
Mas que no fundo me tem afeto
Eu detesto os que têm mansões
Mas eu adoro os que não tem um teto
Eu odeio as trocas de estações
Eu adoro o que moram num aberto.

Mas eu adoro a miséria
Que mesmo sendo tão severa
Que mesmo matando cada dia mais
Uma coisa certa nos traz
Quem nessa vida solução não há mais
E que com certeza jamais
Nesse mundo teremos paz

Mas olha um pouco para trás
E veja tudo o que se passou
Será que para você basta
Tudo já melhorou?

Será que já viu o tinha de viver?
Será que já conquistou o eu tinha de conquistar?
Será que já fez o que tinha de fazer?
Será que já olhou o que tinha de olhar?
Será que já aprendeu o que tinha de aprender?
Será que já falou o que tinha de falar?
Então deteste tudo
Deteste o mundo
Deteste o que quiser detestar

Então faça tudo
Então queira tudo
Então monte o que quiser montar

Faça logo o que quiser fazer
Tenha logo o que quiser ter
Providencie logo hoje
Ou então

Depois não venha me dizer
Que você vai se arrepender
Jogue tudo pro alto
Arriscar, às vezes é preciso.

Eu digo
Não por mim mesmo
Por você
Eu sei que você e eu vivemos em vão

Você pode se acomodar
Mas uma coisa eu vou te falar:
A minha vida eu vou mudar
Você pode até dizer não
Mas eu não aquento mais ficar nessa detestável ilusão

DETESTAVEL ILUSÃO.

Eu detesto o que é perecível
Eu detesto o que é artificial
Eu detesto o que é temporário
Eu detesto o que é casual


Mas Eu detesto a política
Eu detesto políticos
Eu detesto transgênicos
Eu detesto veredictos

Eu detesto o poder.
Eu detesto os amigáveis
Eu detesto quem mim detesta
Eu detesto os detestáveis.

Mas eu adoro o capitalismo
Que muitos priva
Que muitos excluir
Que muitos retira
Retira a alegria
E a vontade de viver
Mas que põe a alegria de saber
Que ter não é o que parecer ser
E que deter obter é o que devemos fazer
E talvez para sempre eu seja um ser
Que jamais será promovido a ser um ser

Eu detesto os que vivem em devaneio
Eu detesto o esplendor
Eu detesto os que sempre dizem o “aceito’’”.
Mas eu infelizmente adoro a dor.

Eu detesto os que dizem que me detestam
Mas que no fundo me tem afeto
Eu detesto os que têm mansões
Mas eu adoro os que não tem um teto
Eu odeio as trocas de estações
Eu adoro o que moram num aberto.

Mas eu adoro a miséria
Que mesmo sendo tão severa
Que mesmo matando cada dia mais
Uma coisa certa nos traz
Quem nessa vida solução não há mais
E que com certeza jamais
Nesse mundo teremos paz

Mas olha um pouco para trás
E veja tudo o que se passou
Será que para você basta
Tudo já melhorou?

Será que já viu o tinha de viver?
Será que já conquistou o eu tinha de conquistar?
Será que já fez o que tinha de fazer?
Será que já olhou o que tinha de olhar?
Será que já aprendeu o que tinha de aprender?
Será que já falou o que tinha de falar?
Então deteste tudo
Deteste o mundo
Deteste o que quiser detestar

Então faça tudo
Então queira tudo
Então monte o que quiser montar

Faça logo o que quiser fazer
Tenha logo o que quiser ter
Providencie logo hoje
Ou então

Depois não venha me dizer
Que você vai se arrepender
Jogue tudo pro alto
Arriscar, às vezes é preciso.

Eu digo
Não por mim mesmo
Por você
Eu sei que você e eu vivemos em vão

Você pode se acomodar
Mas uma coisa eu vou te falar:
A minha vida eu vou mudar
Você pode até dizer não
Mas eu não aquento mais ficar nessa detestável ilusão

Imaginável caos

Tudo pareceu limpo e tão leigo
Agora tudo foi conquistado
Agora cada um tem seu próprio castelo
Nada mais é deturpado
Agora está tudo estruturado

Hoje si tem trens, muros e boas escolas.
Tudo esta diferente
Agora é moda segurar sacolas
Não interessa mais o que você sente
E sim a quantidade que já deu de esmolas
A hipocrisia cresce desregular mente
E a verdade sempre está ausente

Hoje todos si influencia pela a moda
Por que morar no local X É tão importante?
Todos estão levando uma vida errada
Tudo o que nos fazemos é tão – irrelevante
Nós tivemos nossa realidade roubada
Nada mais hoje é interessante.

O consumismo esta em toda a população
Os produtos enchem a nossa vida
O dinheiro hoje ocupa o coração
A ganância é um caminho só com ida
Devemos esquecer esse nosso bordão
A dignidade está no chão, já caída.

Mas si tivermos coragem para vencer
Conseguiremos acabar com essa praga mortal
A posse às vezes é preciso esquecer
Lembre também que você é um animal
Devemos mudar o nosso jeito de viver
Errar é humano, é normal.
O que devemos fazer é empobrecer
Deixa de lado o dinheiro por total
Pois vai ser tarde quando você perceber
Que viver sempre querendo possuir é algo banal.

Desde os tempos mais primordiais da para perceber
Que o ser humano sempre quis ter
Mais do que precisa, e sempre quis saber.
Por que é preciso viver.
Sempre devendo acumular, e esquecer.
Que viver a mil é o que devemos fazer.

Talvez para sempre assim será :
A sociedade jamais mudara

Imaginável caos

Tudo pareceu limpo e tão leigo
Agora tudo foi conquistado
Agora cada um tem seu próprio castelo
Nada mais é deturpado
Agora está tudo estruturado

Hoje si tem trens, muros e boas escolas.
Tudo esta diferente
Agora é moda segurar sacolas
Não interessa mais o que você sente
E sim a quantidade que já deu de esmolas
A hipocrisia cresce desregular mente
E a verdade sempre está ausente

Hoje todos si influencia pela a moda
Por que morar no local X É tão importante?
Todos estão levando uma vida errada
Tudo o que nos fazemos é tão – irrelevante
Nós tivemos nossa realidade roubada
Nada mais hoje é interessante.

O consumismo esta em toda a população
Os produtos enchem a nossa vida
O dinheiro hoje ocupa o coração
A ganância é um caminho só com ida
Devemos esquecer esse nosso bordão
A dignidade está no chão, já caída.

Mas si tivermos coragem para vencer
Conseguiremos acabar com essa praga mortal
A posse às vezes é preciso esquecer
Lembre também que você é um animal
Devemos mudar o nosso jeito de viver
Errar é humano, é normal.
O que devemos fazer é empobrecer
Deixa de lado o dinheiro por total
Pois vai ser tarde quando você perceber
Que viver sempre querendo possuir é algo banal.

Desde os tempos mais primordiais da para perceber
Que o ser humano sempre quis ter
Mais do que precisa, e sempre quis saber.
Por que é preciso viver.
Sempre devendo acumular, e esquecer.
Que viver a mil é o que devemos fazer.

Talvez para sempre assim será :
A sociedade jamais mudara

COMÉDIA BRASILEIRA.

Nós brasileiros não temos visão
Pois se tivéssemos, poderíamos ver a desmoralização.
Que fazem diariamente com a nossa nação
Sempre depois do dia da eleição

Nós brasileiros não temos cérebro funcionando
Pois se tivéssemos, poderíamos raciocinar.
E notar que o nosso suado dinheiro eles estão roubando
E para os paraísos fiscais depois eles vão levar

Qual é a graça de viver como eles vivem?
Com tanto dinheiro acumulado, sem necessidade.
Eles descarada mente mentiras dizem
E nada fazem quando vê gente morrer
Com poucos anos de idade
E cinicamente eles falam que de nada sabem
E em pizza sempre acabar os números casos de imoralidade
E jamais eles assumem a roubalheira que fazem

Realmente falar de política emudece a alma
Pois só existem infelizes ladrões
Que sempre nos tiram a calma
E depois de desmarcados
Escondem-se nas suas mansões

Acho que aqui jeito nunca terá.
Pois é tão fácil rico ficar
Basta se candidatar
E o dinheiro roubar
E um grande de roubo com os outros formar
E o dinheiro roubado e lavado para fora mandar
E depois que a máfia se desmontar e a noticia o jornal publicar
Para com as conseqüências não arcar

COMÉDIA BRASILEIRA.

Nós brasileiros não temos visão
Pois se tivéssemos, poderíamos ver a desmoralização.
Que fazem diariamente com a nossa nação
Sempre depois do dia da eleição

Nós brasileiros não temos cérebro funcionando
Pois se tivéssemos, poderíamos raciocinar.
E notar que o nosso suado dinheiro eles estão roubando
E para os paraísos fiscais depois eles vão levar

Qual é a graça de viver como eles vivem?
Com tanto dinheiro acumulado, sem necessidade.
Eles descarada mente mentiras dizem
E nada fazem quando vê gente morrer
Com poucos anos de idade
E cinicamente eles falam que de nada sabem
E em pizza sempre acabar os números casos de imoralidade
E jamais eles assumem a roubalheira que fazem

Realmente falar de política emudece a alma
Pois só existem infelizes ladrões
Que sempre nos tiram a calma
E depois de desmarcados
Escondem-se nas suas mansões

Acho que aqui jeito nunca terá.
Pois é tão fácil rico ficar
Basta se candidatar
E o dinheiro roubar
E um grande de roubo com os outros formar
E o dinheiro roubado e lavado para fora mandar
E depois que a máfia se desmontar e a noticia o jornal publicar
Para com as conseqüências não arcar

OBSERVAÇÕES ANOTADAS

Vamos usar mais os nossos celulares
Vamos a Paris fumar em bares
Vamos conhecer outros lugares
Vamos respirar outros ares

No mundo sempre vai ser assim:
Uns servem e outros são servidos
Enquanto uns nem olham para mim
Por outros eu sou querido

Vamos aumentar a nossa opinião
Vamos tentar jamais dizer não
Vamos assistir menos televisão
Vamos ter mais uma paixão

Ele faz isso com tanta perfeição
Pareci que nasceu para isso
Passa-me uma inexplicável emoção
Foi trazido pelo outro que não queria ficar só nisso

Vamos conhecer um interior
Vamos aumentar o esplendor
Vamos nos sentar no aparador
Vamos tentar diminuir a nossa dor


Antes que eu consiga tudo isso
Eu só quero dizer para você
Que antes que você for fazer o que quer ser
Algo para amar você tem que ter

OBSERVAÇÕES ANOTADAS

Vamos usar mais os nossos celulares
Vamos a Paris fumar em bares
Vamos conhecer outros lugares
Vamos respirar outros ares

No mundo sempre vai ser assim:
Uns servem e outros são servidos
Enquanto uns nem olham para mim
Por outros eu sou querido

Vamos aumentar a nossa opinião
Vamos tentar jamais dizer não
Vamos assistir menos televisão
Vamos ter mais uma paixão

Ele faz isso com tanta perfeição
Pareci que nasceu para isso
Passa-me uma inexplicável emoção
Foi trazido pelo outro que não queria ficar só nisso

Vamos conhecer um interior
Vamos aumentar o esplendor
Vamos nos sentar no aparador
Vamos tentar diminuir a nossa dor


Antes que eu consiga tudo isso
Eu só quero dizer para você
Que antes que você for fazer o que quer ser
Algo para amar você tem que ter

OBCESSÃO

Você me olhou
Fácil de mais
E me ganhou
Ddizendo mentiras

Que me queria
E muito mais
Agora você em e me diz:
“Te amar sou incapaz”

Deixe-me em paz
E por favor, esqueça que.
Um dia eu te amei
E muito afeto eu te dei

E também esqueça que eu cheguei a dizer
Que para sempre eu queria te ter
Esqueça tudo isso
Esqueça que eu te amei

Mas não é fácil agüentar toda essa situação
De solidão e ingratidez dentro do coração
Eu só queria ser e te fazer feliz
E já estávamos por um triz

Quando você me olhou como na primeira vez
E disse: “é só isso e pronto, entre eu e você”.
Já não dá para rolar nada mais Acabou, te ver de novo jamais

OBCESSÃO

Você me olhou
Fácil de mais
E me ganhou
Ddizendo mentiras

Que me queria
E muito mais
Agora você em e me diz:
“Te amar sou incapaz”

Deixe-me em paz
E por favor, esqueça que.
Um dia eu te amei
E muito afeto eu te dei

E também esqueça que eu cheguei a dizer
Que para sempre eu queria te ter
Esqueça tudo isso
Esqueça que eu te amei

Mas não é fácil agüentar toda essa situação
De solidão e ingratidez dentro do coração
Eu só queria ser e te fazer feliz
E já estávamos por um triz

Quando você me olhou como na primeira vez
E disse: “é só isso e pronto, entre eu e você”.
Já não dá para rolar nada mais Acabou, te ver de novo jamais

sábado, 30 de agosto de 2008

agurdem as postagens!!!!!!!!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Edimar Junior

Olá, finalmente fiz meu blog!!! agora vocês poderão ter informações sobre cultura e vários temas interessantes!!! ~

E ainda poderão ter acesso às minhas criações!! meus textos, crônicas,poeisas, poemas, etc,etc,etc!!!

Bom divertimento!!!!!!!!